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Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.218 mortes associadas à COVID-19 e 29.036 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Em relação a ontem, registaram-se mais 15 óbitos (crescimento de 1,2%) e mais 226 infetados (subida de 0,78%).
Hoje há 4.636 casos de recuperação, mais 814, o maior aumento desde o início da pandemia em Portugal.
O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 693 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (273), Centro (221) e Algarve (15). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.
Em todo o território nacional, há 649 doentes internados, menos oito do que no sábado, e 108 em unidades de cuidados intensivos, mais sete que ontem.
Pelo menos 2.704 pessoas aguardam resultado laboratorial e 25.640 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 294.009 casos suspeitos, sendo que 262.269 não se confirmaram.
Das mortes registadas no boletim de hoje, 815 tinham mais de 80 anos, 239 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 110 entre os 60 e 69 anos, 40 entre 50 e 59, 13 entre os 40 os 49 e um homem entre os 20 e os 29 anos.
A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 16.352 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (8.235), da região Centro (3.626), do Algarve (356) e do Alentejo (242). Nos Açores, existem 135 casos confirmados e na Madeira 90.
Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.938 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.479), Porto (1.317), Matosinhos (1.233), Braga (1.153), Gondomar (1.053), Maia (909), Sintra (880), Valongo (740), Ovar (640) e Coimbra (567).
A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.913), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.876), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.347 casos.
Há 4.224 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.591 entre os 20 e os 29 anos, 3.234 entre os 60 e 69 anos e 2.417 com idades entre 70 e 79 anos.
A DGS regista ainda 518 casos de crianças até aos nove anos e 916 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.
De acordo com o boletim divulgado este domingo, 41% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 89% dos casos confirmados.
Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.
O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.
Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.
Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.
Portugal entrou às 00:00 de 3 de maio em situação de calamidade, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.
Com a situação de calamidade, vai vigorar um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.
Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico
A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Fonte:
https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/covid-19-portugal-com-mais-mortos-infetados-e-recuperados-segundo-o-boletim-da-dgs-de-17-de-maio